• Estação Romana da Quinta da Abicada

    Estação Romana da Quinta da Abicada

  • Monumentos Megalíticos de Alcalar - edifício tumular "Alcalar 7"

    Monumentos Megalíticos de Alcalar - edifício tumular "Alcalar 7"

  • Monumentos Megalíticos de Alcalar – interior do edifício tumular "Alcalar 7"

    Monumentos Megalíticos de Alcalar – interior do edifício tumular "Alcalar 7"

  • Monumentos Megalíticos de Alcalar – "Um dia na pré-história"

    Monumentos Megalíticos de Alcalar – "Um dia na pré-história"

  • Castelo de Aljezur – Torre semi-cilindrica

    Castelo de Aljezur – Torre semi-cilindrica

  • Castelo de Aljezur – Muralha e acesso

    Castelo de Aljezur – Muralha e acesso

  • Ermida de N.S. de Guadalupe e Casa rural

    Ermida de N.S. de Guadalupe e Casa rural

  • Panorâmica da exposição no interior da Casa rural

    Panorâmica da exposição no interior da Casa rural

  • Castelo de Loulé – "Música nos Monumentos"

    Castelo de Loulé – "Música nos Monumentos"

  • Torreões do Castelo de Loulé

    Torreões do Castelo de Loulé

  • Ruínas Romanas de Milreu – Casa rural

    Ruínas Romanas de Milreu – Casa rural

  • Ruínas Romanas de Milreu – Pormenor de mosaico

    Ruínas Romanas de Milreu – Pormenor de mosaico

  • Castelo de Paderne

    Castelo de Paderne

  • Castelo de Paderne – Ruína da Ermida de N.S. da Assunção

    Castelo de Paderne – Ruína da Ermida de N.S. da Assunção

  • Ruína da Ermida de N.S. da Assunção - "Música nos Monumentos"

    Ruína da Ermida de N.S. da Assunção - "Música nos Monumentos"

  • Fortaleza e Promontório de Sagres

    Fortaleza e Promontório de Sagres

  • Capela de N.S. da Graça – "Música nos Monumentos"

    Capela de N.S. da Graça – "Música nos Monumentos"

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Cartaz 100 anos depois

Ciclo de palestras nas Ruínas Romanas

No próximo dia 13 de abril, às 18h, realiza-se nas ruínas romanas de Milreu, a primeira palestra do ciclo «Clássicos em Milreu», intitulada «Na cama e à mesa no Império Romano: o Satyricon de Petrónio e os escândalos dos "Césares" de Suetónio», e que será proferida por Delfim Ferreira Leão e José Luís Brandão, professores da Universidade de Coimbra.

Marcado por forte carga erótica, o Satyricon de Petrónio, em especial o episódio conhecido como Festim de Trimalquião, constitui uma preciosa fonte de informação sobre o imaginário popular citadino da época neroniana, bem como sobre a tensão entre o ambiente (pretensamente) civilizado e as marcas de uma existência agreste que teimam em emergir no contexto convivial. Apesar de ser uma obra de ficção, estabelece frequentes conexões históricas com a Roma do séc. I, através da paródia de situações e eventos e da caricatura a imperadores e outras figuras públicas. O cruzamento com a obra de Suetónio permite, assim, uma vívida recomposição dos bastidores do poder, seja no domínio da intimidade, seja ainda na animada descrição de banquetes e de outras formas de exprimir uma cultura vibrante e intensa.

Esta iniciativa resulta da colaboração entre a Direcção Regional de Cultura do Algarve, a Universidade do Algarve, a Associação Portuguesa de Estudos Clássicos e a CIVIS, e é coordenada pela Professora Doutora Adriana Nogueira, da FCHS/UAlg.

A participação é gratuita, condicionada às vagas existentes e por ordem de chegada.

Convite - DiVaM

Cartaz

"Sons Antigos a Sul" -Temporada de Inverno & Primavera

Cartaz

Estreia de Cuori Innamorati
A Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe irá acolher o próximo concerto do ciclo “Sons Antigos a Sul -Temporada de Inverno & Primavera”, no dia 8 de abril, pelas 16 horas. Será a estreia do Cuori Innamorati, com obras do renascimento inglês e italiano, pelo Trio Madrigali.

Trio Madrigali:
Joana Godinho (mezzo soprano), Xurxo Varela (viola da gamba) e Hugo Sanches (guitarra barroca)

Constituído por três músicos com uma longa ligação à interpretação de música antiga, o Trio Madrigali, teve o seu concerto de estreia em Loulé, em 2015. O grupo divulga algumas das mais bonitas obras musicais da época renascentista e barroca, das cortes europeias, incluindo repertório ibérico, estabelecendo uma dinâmica e contraste de sons através de duas vozes acompanhadas por teorba, alaúde e viola da gamba. O culto da melancolia em que a época renascentista estava embebida deu origem às sonoridades exploradas pelos compositores da época através da temática amorosa, sendo a música inglesa e italiana do séc. XVI uma das suas melhores representações. O espírito melancólico mas apaixonado influenciou também alguns compositores do início do barroco, tendo porém já outro tratamento da linha melódica e de texto, prevendo uma alteração estilística eminente, dando um maior destaque à linha de acompanhamento do baixo contínuo.

“Cuori Innamorati” leva o público a viajar pelo tema de eleição da música renascentista inglesa e barroca italiana, através de belíssimas canções acompanhadas por instrumentos históricos de corda, pela escrita musical de John Dowland, Robert Johnson, Caccini, Monteverdi e Merula.

O Ciclo de Música Antiga “Sons Antigos a Sul” é um projecto anual dirigido pela Academia de Música de Lagos de promoção e divulgação da Música Antiga no Algarve, envolvendo ensembles profissionais emergentes no panorama nacional e internacional, com particular destaque para a promoção do património histórico da Península Ibérica.

O Ciclo de Música Antiga “Sons Antigos a Sul” Temporada de Inverno, é um projeto cofinanciado pelo Fundo da União Europeia CRESC ALGARVE 2020 – Programa Operacional Regional do Algarve e integra o DiVaM – Dinamização e Valorização dos Monumentos - programa cultural organizado pela Direção Regional de Cultura do Algarve.

Nota de Pesar

Manuel Reis

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, lamenta a morte de Manuel Reis.

Recordado pelos amigos como um “príncipe de Lisboa”, Manuel Reis soube, desde a década de 80, antecipar e concretizar os apelos de uma cidade moderna e em constante mudança.

O Frágil e, mais tarde, o Lux afirmaram-se como espaços fundamentais da noite lisboeta, mas também como polos culturais importantes para o encontro de artistas e intelectuais de todo o país.

 

Rive-Rouge foi o último espaço que inaugurou, no Mercado da Ribeira, em 2016.

Ao talento, Manuel Reis uniu a capacidade de mudar, inovar e realizar projetos com ousadia e com sensibilidade, que deixam uma marca viva na nossa capital. Ficamos também a dever-lhe essas obras.

À Família e Amigos enviam-se sentidas condolências.

26 março, 2018
Luís Filipe de Castro Mendes

Semana Cultural Lugares de Globalização | 16 a 24 de março /2018

Lugares de Globalização

A Semana Cultural – Lugares de Globalização resulta de uma parceria constituída pela Vicentina – Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste, Direção Regional de Cultura do Algarve, os Municípios de Lagos, Vila do Bispo, Aljezur, Monchique, Silves e a Região de Turismo do Algarve. O projeto inspira-se no conteúdo da candidatura à Comissão Nacional da UNESCO, com o mesmo nome, submetida pela Região de Turismo do Algarve em parceria com a Direção Regional de Cultura e os Municípios do território alvo, o que permitiu a inscrição destes territórios na Lista Indicativa de Portugal a Património Mundial. Estes lugares encontram-se repartidos por 5 países: Portugal – Lagos, Vila do Bispo, Aljezur, Monchique e Silves, no Algarve; Angra do Heroísmo e Vila do Porto, nos Açores e o Funchal na Madeira; Espanha – Ceuta; Cabo Verde; Marrocos; Mauritânia. “Estes lugares fazem parte da memória universal associada ao imaginário de importantes mudanças históricas (…)”.

Veja o programa completo e informações adicionais aqui.

Acompanhe a SEMANA CULTURAL em:

http://semanacultural-lugaresdeglobalizacao.pt/
https://www.facebook.com/lugaresdeglobalizacao.semanacultural/

NOTA DE PESAR

Gabriela Cerqueira

O Ministério da Cultura lembra Gabriela Cerqueira, prestando-lhe homenagem pelo modo como se dedicou à causa pública e à cultura portuguesa, através de um percurso que conciliou diferentes disciplinas.

Em 1979, foi adjunta no gabinete do Secretário de Estado da Cultura, Helder Macedo, integrando o V Governo Provisório, liderado por Maria de Lurdes Pintassilgo, sendo Ministro da Coordenação Cultural e da Cultura e Ciência, Adérito Seda Nunes. Mas foi no terreno, junto das equipas artísticas do cinema, das artes performativas ou das artes visuais, que Gabriela Cerqueira desenhou um percurso sempre ligado à produção, programação e gestão cultural desde o período pós-revolucionário até aos grandes eventos que marcaram a história cultural do país.

De espírito vivo, sagaz e muito pragmático, Gabriela Cerqueira soube sempre reunir à sua volta as pessoas e as condições que melhor pudessem responder aos desafios que realizadores lhe solicitavam. Do seu percurso ficam filmes assinados por Fernando Lopes, Joaquim Leitão, José Álvaro de Morais, José Fonseca e Costa, José Nascimento, Maria de Medeiros ou Teresa Villaverde, com quem fundou a produtora Mutantes, que fazem a história do cinema português como O fio do Horizonte, O Bobo (Leão de Ouro, Festival de Locarno, 1997), Os Mutantes, Três Irmãos (Melhor atriz, Maria de Medeiros, Festival de Veneza, 1993), Sem Sombra de Pecado, ou ainda assinados por Raul Ruiz (Les trois couronnes du matelot, Prémio Perspetives du Cinema, Festival de Cannes, 1983) e Samuel Fuller (Rua sem regresso, 1989).

O seu percurso no cinema cruzou-se com diferentes gerações e, ocupando várias funções na área da produção, incutia nas equipas um espírito de comunidade que lhe foi sempre reconhecido. Esse percurso cruzou-se ainda com a história do país, através dos filmes que ajudou a concretizar através da cooperativa Cinequipa, entre eles Pela Razão Que Têm (1976), de José Nascimento sobre a reforma agrária e O Meu Nome É... (1978), de Fernando Matos Silva, sobre o processo de combate ao fascismo. Já antes, entre 1974 e 1976, a direção de produção do programa O Meu Nome é Mulher, das jornalistas Maria Antónia Palla, Maria Antónia Fiadeiro e Teresa de Sousa, transmitido na RTP, havia marcado um país que se via a si mesmo nas suas contradições e na sua resiliência.

Agraciada com a comenda da Ordem de Mérito pelo Presidente Jorge Sampaio em 1998, Gabriela Cerqueira pertencia, como muitos, ao vastíssimo grupo de profissionais que, na sombra, permitem que possamos ter como referência filmes, projetos e espetáculos. A estreia na encenação do pintor João Vieira (Traições, de Harold Pinter, 1984), o processo que levou a que a companhia de Pina Bausch pudesse dedicar a Lisboa um dos seus mais solares espetáculos, Masurca Fogo, ou a única estreia portuguesa de um espetáculo de Robert Wilson, O Corvo Branco (a partir de libreto de Luisa Costa Gomes e composição de Philip Glass), ambos em 1998, quando dirigiu o Teatro Camões como diretora de produção, são exemplos maiores de um percurso que ajudou a formar espectadores e profissionais da cultura.

Do mesmo modo, a direção do Festival dos 100 dias (1996-1998), catalisador de uma programação-modelo na cidade de Lisboa, ou suas passagens pelo Instituto das Artes (2004-2006), onde dirigiu o departamento de apoio à criação e difusão do organismo que surgiu da fusão do Instituto Português das Artes e do Espetáculo e do Instituto de Arte Contemporânea, ou pelo Centro Cultural de Belém, primeiro como adjunta da direção (2006-2012) e depois como consultora para a programação (2012-2013), onde fundamentou a presença portuguesa na Rede Próspero, permitiriam imprimir um dinamismo no apoio a uma geração de artistas, muitos deles emergentes nas áreas do teatro, da dança e da música.

Nos bastidores de um setor que viu evoluir, Gabriela Cerqueira tornou-se uma figura presente e testemunha de uma história que ajudou a mudar.

O Ministro e o Secretário de Estado da Cultura juntam-se, pessoal e institucionalmente, ao luto dos muitos amigos e profissionais da cultura que colaboraram com Gabriela Cerqueira, enviando à família as mais sentidas condolências

7 março, 2018

Apoio a projetos 2018 - procedimento simplificado - Candidaturas abertas

A DGARTES abriu hoje, 28 de fevereiro, uma nova linha de apoios à atividade artística profissional que será operacionalizada por procedimento simplificado, uma nova tipologia de atribuição de financiamento prevista no Novo Modelo de Apoio às Artes.

https://www.dgartes.gov.pt/pt/noticia/1254

DIÁRIO DA REPÚBLICA
II SÉRIE | 1º Suplemento | 28.02.2018

Aviso n.º 2849-A/2018 - Diário da República n.º 42/2018, 1º Suplemento, Série II de 2018-02-28

Cultura - Direção-Geral das Artes

Abertura de procedimento simplificado para a apresentação de candidaturas no âmbito do Programa de Apoio a Projetos, nos domínios da circulação nacional, edição, formação, internacionalização e investigação.

Convite

Poster - Algarve Imaterial

Foto

NOTA DE PESAR

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, manifesta o seu profundo pesar pela morte de Maria Germana Tânger.

 Maria Germana Tânger dedicou a sua vida às artes, “desdobrada saborosamente por muitas vidas, escrita com doçura e simplicidade”, como escreveu António Macieira Coelho no prefácio da sua autobiografia.

 Enquanto artista, representou, encenou, dirigiu, escreveu e declamou. Ao longo do seu percurso promoveu autores portugueses em Portugal e levou a nossa cultura a inúmeros outros países do mundo.

 Maria Germana Tânger aliou a sua carreira artística ao ensino das artes, tendo deste modo contribuído para a formação de várias gerações de novos autores.

 À Família enviam-se sentidas condolências.

Luís Filipe de Castro Mendes
23 de janeiro, 2018

AÇÃO CULTURAL EXTERNA 2018AÇÃO CULTURAL EXTERNA 2018

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, estarão presentes, hoje, na sessão de apresentação do Programa Indicativo Anual da Ação Cultural Externa 2018, que se realiza pelas 16h00, no Auditório do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.

A Direção-Geral das Artes integra este programa, lançado pelo Governo no dia 5 de janeiro de 2017, vendo assim reforçado o seu papel na prossecução de políticas culturais públicas conducentes à promoção externa das artes, através da realização dos programas de Apoio à Internacionalização e da representação portuguesa em eventos e projetos internacionais nas diversas áreas artísticas tuteladas, em articulação com as políticas públicas de internacionalização nas áreas do ensino superior e da ciência e tecnologia e em estreito contacto com o Instituto Camões, a AICEP e o Turismo de Portugal, dando continuidade aos contactos e parcerias já estabelecidos noutras ocasiões, quer no âmbito dos concursos de Apoio às Artes quer em relação à divulgação da sua atividade. 

O programa de Ação Cultural Externa - que, em 2017, foi desenvolvido em 9 eixos temáticos que interligam áreas como a cultura e cidadania, inovação, interculturalidade, migrações e inclusão - pretende promover a ação cultural externa reforçando a sua coerência e coordenação, através da integração, de forma transversal, das políticas públicas prosseguidas nas várias áreas tuteladas pelos Membros do Governo e Institutos que imprimem, através da sua ação, uma participação nos esforços de internacionalização da cultura portuguesa. 

Nesse sentido, os Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Cultura nomearam, por despacho conjunto, um grupo de contacto permanente constituído por representantes dos Gabinetes do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ministro da Cultura, Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Secretário de Estado da Cultura, e do Instituto Camões, AICEP e Direção-Geral do Tesouro e Finanças, do Gabinete de Estratégia Planeamento e Avaliação Culturais e da Direção-Geral das Artes, com a missão de assegurar o acompanhamento da elaboração e execução do programa indicativo anual de ação cultural externa, de acordo com um conjunto de orientações que visam melhorar a consistência interna, a articulação externa, a comunicação pública e a avaliação dos resultados e impactos dos programas de cooperação internacional, de internacionalização, de promoção externa da cultura portuguesa e, ainda, no domínio da cultura e desenvolvimento. 

As linhas gerais da «Política Cultural Externa» foram pela primeira vez apresentadas pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, no Seminário Diplomático 2017, que decorreu  no Museu do Oriente em maio de 2017. 


Mais informações:
Despacho que cria o grupo de contacto permanente e define as linhas plurianuais de orientação da ação cultural externa portuguesa
https://dre.pt/application/file/a/105694082

Resolução do Conselho de Ministros que determina as orientações gerais a adotar pelos diversos serviços, dentro das suas competências, no âmbito da ação cultural externa
https://dre.pt/application/conteudo/75784201

José Nuno da Câmara PereiraNOTA DE PESAR

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, lamenta profundamente a morte do artista José Nuno da Câmara Pereira.

Com uma obra pautada por uma incessante renovação, José Nuno, nome pelo qual era conhecido no meio artístico, iniciou a sua carreira no ano de 1974, com uma exposição individual na Galeria Ottolini, em Lisboa. O espírito desse tempo revolucionário parece ter firmado uma inquietação criativa e um certo apelo à experimentação que o levou a trabalhar proficuamente no campo da pintura, da escultura, da instalação, do vídeo.

No seu percurso, salientaríamos igualmente o papel de pedagogo, cultivado pela docência no Instituto de Arte e Decoração – IADE, no Arco – Centro de Arte e Comunicação Visual, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, e ainda os galardões com que foi agraciado, como o prémio de instalação, no âmbito da III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian ou o primeiro prémio na exposição AICA-Philae, realizada na Sociedade Nacional de Belas-Artes, ambos em 1986.

Na fragmentação e na efemeridade com que foi construindo a sua produção, surgem ainda assim, permanências ou valores estéticos constantes como a evocação de elementos naturais - a terra, o fogo, a água – que tão claramente emanavam das suas origens açorianas, e uma atenção particular aos processos de evolução das substâncias, de entropia dos materiais, de caos do mundo. Sublinhadas por José Luís Porfírio, no contexto da vasta exposição retrospetiva que organizou da sua obra, deixamos as palavras de José Nuno: «o que eu pretendo é entrar verdadeiramente no tempo da formação do universo.»

À família enviam-se sentidas condolências.

Luís Filipe de Castro Mendes
Lisboa, 17 janeiro, 2018

marlene MONTEIRO FREITAS

NOTA DE CONGRATULAÇÃO

MARLENE MONTEIRO FREITAS RECEBE LEÃO DE PRATA – DANÇA NA BIENAL DE VENEZA 2018

O Ministério da Cultura felicita a coreógrafa Marlene Monteiro Freitas pela distinção com o Leão de Prata na Bienal de Veneza, na categoria dança, naquela que é a primeira distinção para a dança portuguesa de um dos mais relevantes eventos internacionais para a criação contemporânea.

Nascida em Cabo Verde, Marlene Monteiro Freitas é uma das mais reconhecidas coreógrafas no plano europeu, com percurso singular onde a experimentação coreográfica se alia a um olhar meticuloso sobre os limites do corpo, da perceção e da relação entre simbólico e material.

Trabalhando num território de amplas contradições, o discurso de Marlene Monteiro Freitas tem permitido desenhar uma paisagem estruturada a partir de um desejo intenso de aproximação ao real.

Atenta ao detalhe, e procurando novos espaços de experimentação, ao longo do seu percurso, de Guintche (2010) a Jaguar (2015), por exemplo, compreendemos o modo como Marlene Monteiro Freitas foi desenhando um corpo em ferida, às vezes acossado como um animal – ou devedor de uma animalidade que não é senão um comprometimento com o presente, com a sua efemeridade e com a vontade de a contrariar. Distinta é ainda a sua abordagem à música, presença que decorre do modo como os corpos vão paradoxalmente fixando a invisibilidade e imaterialidade do movimento, e ao imaginário visual, onde a hibridez e a não-linearidade sustentam a possibilidade de inovação.

As suas criações têm circulado nacional e internacionalmente, e na sua mais recente criação, Bacantes – prelúdio para uma fuga, que teve a sua estreia no Teatro Nacional Dona Maria II, numa coprodução com o Teatro Municipal do Porto e os mais importantes festivais e teatros internacionais, como o Kunsten Festival des Arts (Bruxelas), o Festival d’Automne (Paris), e Athens & Epidaurus Festival (Atenas), Marlene Monteiro Freitas enfrentava os princípios trágicos de Eurípides para um tour de force sobre a hierarquia, o destino e a falha humana.

Formada na Escola Superior de Dança, em Lisboa, passou ainda pela PARTS (Bélgica), além de ter sido intérprete em projetos assinados por Loic Touzé, Tânia Carvalho, Boris Charmatz ou Tiago Guedes. Atualmente diretora artística da estrutura P.O.R.K., Marlene Monteiro Freitas fundou a companhia Compass, em Cabo Verde, e assinou Jaguar (com Andreas Merk, 2015), De Marfim e de Carne – As estátuas também sofrem (2014), Paraíso – Coleção Privada (2012-13), (M)imosa (co-criada com Cecilia Bengolea, François Chaignaud e Trajal Harrell, 2011), Guintche (2010), A Seriedade do Animal (2009-10), Uns e Outros (2008), A impossibilidade da certeza (2006), Larvar (2006), Primeira Impressão (2005).

O Ministério da Cultura felicita ainda a coreógrafa norte-americana Meg Stuart, distinguida com o Leão de Ouro na mesma categoria, cujo percurso se cruza com a história da dança contemporânea portuguesa desde 1991, quando assinou Disfigure Study, com os coreógrafos e intérpretes Francisco Camacho e Carlota Lagido.

Luís Filipe de Castro Mendes

Lisboa, 17 janeiro, 2018